sábado, 14 de maio de 2011

Cuba

Por volta de 1950 a economia cubana dependia inteiramente dos Estados Unidos. Como reflexo disso, se via um intenso quadro de miséria. Tal quadro levou o advogado Fidel Castro a liderar um grupo para a tomada do poder. Porém, com o fracasso, Fidel foi preso por dois anos. Após ser libertado, se fixou no México e lá conheceu o médico argentino Ernesto Che Guevara. Juntos organizaram um grupo armado a fim de derrubar o governo cubano, que ganhou ainda mais força no país. Com a vitória, chegaram ao poder em janeiro de 1959.
O governo revolucionário, liderado por Fidel Castro, realizou a reforma agrária e nacionalizou as grandes empresas, muitas delas de origem norte-americana. Em 1961, Fidel declarou o caráter socialista da Revolução Cubana, que até então era tido como um movimento essencialmente nacionalista, fazendo os Estados Unidos romper relações diplomáticas com Cuba, em represália. Em 1962, Cuba foi expulsa da Organização dos Estados Americanos – OEA -, e o governo dos Estados Unidos decretou bloqueio comercial e financeiro.
Em decorrência do rompimento com os Estados Unidos, que até então mantinha a economia cubana, o governo de Cuba se aliou à URSS. Fidel, porém, perdeu o auxílio de Che Guevara, que não simpatizava com a influência soviética. O país que durante a Guerra Fria manteve a economia cubana, deu também a ele a possibilidade de investimento em outras áreas como saúde e educação, campo onde o analfabetismo foi erradicado. Porém, tanto a economia cubana, quanto a soviética, penalizava a população em relação ao fornecimento de alimentos e bens de consumo. Sem acesso à tecnologia e à modernização, Cuba parece ter parado no tempo.
Na década de 1980 o socialismo soviético caiu, e isso obrigou Fidel Castro procurar apoio de capital estrangeiro, além de investir em turismo e liberar a entrada de dólares que dissidentes do regime cubano mandavam aos seus parentes que permaneceram no país. Como estratégia econômica, Fidel procurou se aproximar dos países latino-americanos. A partir de então, o governo cubano foi alvo de intensas polêmicas. Os que não eram a favor, alegavam que a perseguição política e a miséria foram motivos suficientes para a fuga de cubanos principalmente para os Estados Unidos. Os que apoiavam o governo citavam o alto investimento em saúde e educação cubana.
Após de mais de quarenta anos de mandato, os problemas de saúde do então presidente de Cuba o afastaram do poder, o qual foi assumido provisoriamente por seu irmão Raul Castro em julho de 2006. Cuba segue aos poucos permitindo a abertura de pequenos negócios e sua política se divide em incógnitas pelo mundo afora.

- Flávia Freitas Gomes

Referências bibliográficas

AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ed. Ática, 2008. V. único.

ALMEIDA, Lúcia Maria Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. Geografia. São Paulo: Ed. Ática, 2006. V. único.

http://www.brasilescola.com/historiag/a-renuncia-fidel-castro.htm

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/cuba-permite-abertura-de-pequenos-negocios-20100802.html

0 comentários:

Postar um comentário